quarta-feira, 8 de abril de 2015
UMA ESPINHA NO ROSTO CHAMADA DE PT
Uma espinha (acne) no rosto pode ser fruto de diversos fatores. Entre eles o psicológico, baixa auto estima, e tipos de alimentos.
Entre as diversas formas de tratamento o imperativo é não estourar a espinha!
O que isso tem a ver com um partido político?
O PT possui muitas bactérias, fruto da corrupção e de uma má gestão.
Naturalmente o mal estar, gerado pela alta dos juros, aumento de impostos, vai expelir a sujeira do partido de forma natural. Até mesmo naqueles que estão anestesiados por causa dos "benefícios sociais".
Agora, se ficarmos no cutuque, será que saberemos lidar com a avalanche de sujeira? E com as cicatrizes?
Esse cutuque vem da mídia e seus excessos de críticas. Vi, recentemente até um programa esportivo criticando o PT.
Vi também, um partido da oposição que mantém robôs nas redes sociais. Onde, automaticamente, alimentam perfis falsos e críticas com relação ao poder. Alimentando esse conteúdo, podem facilmente levar um assunto ao trending topics (assuntos mais discutidos) do Twitter.
Não estou dizendo que devemos evitar essas matérias, como a operação Lava Jato, por exemplo. Pelo contrário, devemos acompanhar sempre e questionar a veracidade e a fonte. No entanto, a dosagem tem que ser a mesma para a reflexão. Refletir sobre o que é democracia, corrupção (desde os pequenos atos no nosso dia a dia até o sistema eleitoral), como podemos votar melhor, enfim, como evitar a "oleosidade" que leva a formação dessa espinha.
Um exemplo claro é o Collor continuar no poder, agora como Senador. A massa, infelizmente, não entende de política. Se a maioria erra ao pensar que vereador asfalta rua, com certeza, irá errar na diferença entre senador e deputado. Temos uma arma na mão, mas não sabemos atirar. Temos um sapato, mas não conseguimos andar. Ou seja, temos o voto nas mãos, mas não sabemos utilizar.
Ao invés de vivermos a agitação do "Fora Dilma", vamos aproveitar para entender sobre inflação, o poder do Estado e nossa posição como cidadão.
Nesse processo de transformação no pensamento social, o próprio organismo, nossa sociedade, expelirá toda sujeira de forma a não deixar efeitos colaterais. Agora, se ficarmos no cutuque, após o pus virá algo pior: PMDB. Sobre isso, não preciso escrever.
Pense nisso!
Pedro Henrique Curvelo
Abril de 2015
Imagem: http://noticias.gospelmais.com.br/pt-alianca-psd-atrair-voto-evangelicos-30198.html
sábado, 31 de janeiro de 2015
A VIDA É BEM MAIS QUE ISSO!
A vida é mais que isso!
A vida é bem mais que o maçarico da cidade grande
Mais que poluição
Mais que a disputa de um lugar no ônibus
A vida é bem mais que o trabalho
Mais que ser consumido no emprego ao invés de gastar energia produzindo algo realmente produtivo
É mais que o dinheiro
Que o consumismo
Mais que os excessos da comida, bebida e sexo
A vida é o instante
É ser finito e coexistir com uma mente infinita
É dormir e acordar, sabendo que ela se encontra lá, do seu lado
É olhar para o mundo e saber que há um cão amigo ao seu lado
É tornar eterno os momentos que surgem ao lado daqueles que o geraram, que cuidaram de você
É andar e saber que pelo caminho há o pão do humanismo
Há um pássaro que ainda canta
Um rio que ainda não secou
Um amor que não endureceu
Há um sonho
Há um dinamus que o torna real
Há aquele que É! Comunga e anda dentro e através de nós.
Pedro Henrique Curvelo
Janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
UM ESPELHO, UMA IMAGEM E UMA PESSOA - Reflexão sobre o atentado terrorista na França
Certo viajante uma vez contou a
seguinte história:
Nos tempos mitológicos, onde a
fantasia trazia cores para o preto e branco da realidade do homem, havia um
único espelho. Neste, deuses, anjos e homens se juntavam para contemplar a
Imagem.
Imagem! Representação de uma
ideia que interpretamos e aceitamos como real. Um fantasma que não assusta. Um
portal que mostra o mesmo mundo e face que conhecemos, mas sob um outro ângulo.
Um espelho onde todos olhavam. A
imagem refletida do todo gerava a contemplação do um. Um gerado pelo todo.
Todos os homens se tornando um homem. Todos os deuses se fundindo no espelho e
gerando um único deus.
Ver todos os homens no espelho e considera-los
um se tornou normal. A normalidade virou rotina. Vez ou outra, todos se uniam e
olhavam para o único espelho e viam apenas uma imagem.
O que era rotina foi surpreendido
pelo acaso. O “de repente”. De repente o espelho perdeu estabilidade e quebrou.
Com a queda, fragmentos se espalharam pela terra e pelo céu. Assustados com o
imprevisto, todos correram para pegar um pedaço e garantir uma parte da Imagem.
A cooperação deu lugar para o egoísmo. A inteligência para fundir os pedaços de
vidro, deu lugar para a ignorância.
Separados, o todo do um, só era
possível para cada homem e deus ver em parte a Imagem. Pela limitação dos
pedaços um homem só enxergava a si mesmo. Não tinha espaço para olhar o
semelhante. Um deus só contemplava sua personalidade e nome. O pedaço que cada
um tinha só tornava possível a contemplação do um.
No início foi estranho. Depois o
estranho cauterizou a consciência. Foi comum então olhar para um pedaço do
espelho e considera-lo o espelho. Foi comum um homem olhar para um espelho e
pensar que apenas ele era o todo. Pois, era o que sua ótica mostrava.
Assim seguimos. Matamos em nome
de Jeová, Alá, Maomé e Jesus. A mão de todos os homens está suja em nome do seu
deus ou em nome do poder econômico e político travestido de discurso religioso.
Não percebemos que matamos a nós
mesmos. Destruímos a Imagem do que é Deus e do que é homem. Os poucos
fragmentos do vidro que poderiam ser unidos estão ficando extintos.
Um dia o meu vidro voltará para a
areia. O seu também. Então, perceberemos que éramos um no nascimento, como um
seremos na morte.
Como viajante, sigo o meu
caminho. Comungando com outros viajantes. Todos no mesmo Caminho.
Pedro Henrique Curvelo
Janeiro de 2015
sábado, 20 de dezembro de 2014
O CAJADO POLÍTICO DO PAPA FRANCISCO CONTRA DALAI LAMA
O que sempre foi: Um Estado político e religioso. Com essa característica, o que é delicado de se administrar é a coexistência paradoxal entre o pragmatismo político e o moralismo religioso.
A recusa do Papa Francisco em se encontrar com Dalai Lama mostra a supremacia política em detrimento dos valores religiosos dentro do Vaticano. Nesse exemplo específico, tudo para não gerar ruídos com a China.
Francisco, que em seus discursos prega o ecumenismo, ao recusar um encontro com o líder tibetano, reforça o separatismo que a política e a religião geram. Ponto este, que Jesus sempre combateu na sua época com relação ao separatismo entre os judeus e os samaritanos.
O Vaticano zela pelo seu império de forma absoluta. Zelar pelos valores cristãos é parcial. Esta, mostrada quando a corda política aperta! O viés político sempre prevaleceu no catolicismo. Desde os Bórgias até Pio XII que preferiu acender uma vela para o Nazismo para que a vela do comunismo fosse apagada e as paredes da casa de Pedro não caíssem. Mesmo que o efeito colateral disso fosse a perseguição aos judeus.
Papa Francisco, como ser humano, pode seguir os princípios cristãos e tentar inseri-los ao máximo em seu trabalho sacerdotal. No entanto, enquanto existir um Estado religioso, terá que manter a coligação entre os meios de Maquiavel para alcançar e sustentar os fins.
Pedro Curvelo
Dezembro de 2014
sábado, 22 de novembro de 2014
PELE NEGRA
Nasce a Lua
A magia em sintonia
Há o bordado em sua saia
Há a lascívia em sua pele negra
A razão se prende nas teias do encantamento
O beijar o seu pescoço
Me leva ao despertar da volúpia
Comigo você tem o momento
Com ele a eternidade
Sem brilho
Permita-se a fuga que os deuses nos concederam
As pálpebras da moral adormeceram
O vento trouxe a oportunidade
Um suspiro, um gozo
Um adormecer, um adeus
O sol nasceu
A fantasia se desfez
Mas em nossos corações um memorial se fez.
Pedro Henrique Curvelo
Novembro de 2014
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