sábado, 1 de abril de 2023

PRINCÍPIO DA REGULARIDADE

 


O princípio da regularidade desperta o espírito humano para o avanço, evolução e encontro com um estado de saúde e equilíbrio. É o caminho da constância, repetição, do rito, da disciplina.

É o conceito espiritual da alavanca, em que com uma decisão, forçamos nosso corpo, nossa condição mental e ânimo de espírito a seguir um caminho. É a insistência como Jesus ensinou: "batei, batei", "pedi, pedi". 

A natureza humana é propensa a seguir a zona de conforto. Dependendo do contexto social e familiar de uma pessoa, pode ainda se boicotar com inúmeras justificativas traumáticas. 

Seguir um desejo, plano e sonho. É viver a gestação de uma ideia. Manter o ritmo até que seu corpo, alma e espírito encare aquilo como normal, como já parte do dia a dia. No início irá tremer, desistir algumas vezes, mas no final, é tentar novamente.

Assim como uma pessoa que tem habilidade para algum esporte. Sem a regularidade, atrofia e enterra o seu talento. 

Como alguém que tem uma sensibilidade espiritual diferente. Mas, sem a regularidade  de ritos de uma determinada religião (a que se identifica), extingue o fogo.

O mesmo acontece com um trabalhador com uma habilidade técnica desenvolvida, mas sem a repetição, rotina de atualização e aplicação de horas de trabalho, cairá no esquecimento e desatualização.

É importante lembrar que a energia do realizar, do fazer acontecer está dentro de você. Não virá de fora. Não virá de graça. É preciso tomar com força.

Um passo de cada vez.

A primeira coisa primeiro.

Menos é mais.

Faça até que dentro de você comece a surgir um dinamus que te levará a constância. Por fim, a evolução de uma vida mais equilibrada e saudável.

Pense nisso.

Pedro Henrique Curvelo

Abril de 2023

Imagem: https://pixabay.com/photos/artwork-statue-sculpture-expo-16923/

quarta-feira, 8 de março de 2023

O que é a Política? Leia isso e pare de sofrer.

 


O que é a política? Essa é uma pergunta que muitos se fazem e que muitas vezes não encontram uma resposta clara e objetiva. Mas, antes de tentar responder essa pergunta, é preciso entender que a política é o jogo do poder, e que, como tal, ela não deve ser romantizada.

É comum vermos pessoas que se deixam levar pela emoção e pelos discursos inflamados dos políticos, esquecendo-se de que a política é um jogo em que cada um busca o poder para si ou para seu grupo. E é por isso que, ao invés de se iludir com as promessas vazias, é preciso ter consciência de qual classe ou grupo se pertence, e lutar pelos seus direitos.

A política é um jogo em que se utiliza de todos os meios possíveis para se chegar ao poder. Esses meios vão desde a persuasão até a violência. E é por isso que é importante que o jogo democrático esteja equilibrado, para que os grupos mais fracos não sejam oprimidos pelos mais fortes.

Nicolau Maquiavel, um dos mais importantes filósofos políticos da história, defendia que o príncipe deveria usar a astúcia e a violência, se necessário, para se manter no poder. Ele acreditava que a política não era regida por valores morais, mas sim pela razão de Estado. E é por isso que, ao se falar de política, é preciso ter em mente que os fins muitas vezes justificam os meios.

Mas, apesar disso, é possível fazer política sem perder a ética e os valores. É preciso buscar sempre o equilíbrio, e lutar por uma sociedade mais justa e igualitária. E para isso, é preciso conhecer a política, entender como ela funciona e como ela pode ser usada para promover o bem comum.

Em resumo, a política é o jogo do poder, em que cada um busca o poder para si ou para seu grupo. Não se deve romantizar o que não tem como ser romantizado. É um jogo. E para sobreviver é preciso conhecer as regras.

Pense nisso.

Pedro Henrique Curvelo

Março de 2023

domingo, 12 de fevereiro de 2023

QUANTAS PEDRAS TEM NA SUA MOCHILA?


 

Pense que pedras na mochila simbolizam os problemas que carregamos. Problemas que nós geramos, como decisões erradas, ou aqueles impostos pela vida como um trauma, morte e desgraça familiar. Ou seja, que fogem do nosso controle.

Pense que você tem três opções: Fingir que não tem peso nas suas costas e tentar andar ereto, mesmo tendo uma escoliose psicológica; reconhecer as pedras e ficar se martirizando, usando-as para se autoflagelar; ou reconhecer as pedras, aceitar as feridas ocasionadas e joga-las foras. Pelo menos aquelas que são possíveis.

Pense que isso exige trabalho e autorresponsabilidade. Exige ficar em silêncio e se olhar no espelho. Trabalhar a pedra bruta com as ferramentas dispostas no seu interior. 

Pense que a vida não é uma utopia da leveza. Mas, podemos deixar a mochila mais leve. Existem pedras que você não precisa carrega. Mas fulano disse..., mas na minha família..., mas minha religião... Acorde! Algumas pedras não são suas.

Pense em tirar as pedras que são possíveis de tirar do caminho e adube a terra. As que não são possíveis de tirar, aceite. Você não é um super homem.

Pense que algumas pedras, apesar do incomodo, você não precisa necessariamente joga-las fora. Pode usa-las como arma para derrubar algum gigante da vida. Pense em Davi no conflito com Golias. Uma pedra pode ser uma lápide em um túmulo ou uma arma que te faz avançar.

Pense em cuidar das pedras necessárias que estão na sua vida. Trabalhe elas para que sirvam como pedra angular para a construção da sua vida.

Pense na mitologia de Sísifo que foi punido pelos deuses para empurrar uma pedra até o alto de uma montanha, e quando chegava no cume, uma força o empurrava até o ponto de partida. 

Pense com essa história que o mundo é cruel e injusto. Que essa verdade possa gerar em você revolta e um desejo de tentar novas formas. Haverá garantia que conseguirá? Não sabemos. Mas insistir em um caminho e em uma única forma não faz sentido se não tem gerado resultado. Alguns irão questionar:  Mas e a esperança?

Pense, por fim, que a esperança tem que existir no objetivo de chegar no cume da montanha. Esse é o fim. O resto é o meio. Logo, podem ter várias alternativas. Não se prenda ao complexo. Tem momentos que a riqueza está no que é simples.

Pense nisso.

Pedro Henrique Curvelo

Fevereiro de 2023

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Lula e Getúlio Vargas: Uma reflexão sobre a longevidade do Poder

 


"Bota o retrato do velho outra vez,

Bota no mesmo lugar,

o sorriso do velhinho,

faz a gente trabalhar." Haroldo Lobo e Marino Pinto - 1951


Lula juntamente com Getúlio Vargas passam a ser os dois presidentes com mais tempo no poder diante do período republicano. Getúlio ao todo ficou 18 anos no poder: 1930 a 1945 e 1951 a 1954. Lula, por sua vez, já ficou 8 anos e agora terá a oportunidade de ficar ao todo 12 anos: 2003 a 2011 e agora 2023 com término em 2026.

A crítica pela legalidade que Lula sofre diante do julgamento e prisão no período da Lava Jato, Vargas sofreu de outra forma. Para o pleito que o levaria ao poder em 1951 era acusado de não ter cumprido a Constituição no período em que aplicou uma ditadura. O que conhecemos nos livros de história como o Estado Novo.

Reinventando o nome

Lula tem o mesmo desafio que Getúlio Vargas quando voltou ao poder: Reinventar seu nome. No caso de Vargas foi destruir a imagem de ditador e amigo de nazistas. No caso de Lula, desconstruir a imagem de condenado, amigo de ditadores e comunista. Sobre este último ponto sabemos que Lula não é comunista (no sentido ortodoxo da palavra), mas na política como na vida a impressão fala mais que a verdade.

Lula terá um mandato para reconstruir. Até porque o hiato que teve do seu último mandato quando passou a faixa para Dilma em 2011, o Brasil mudou bastante. E querendo ou não Dilma deixou um fracasso político e econômico. Sem entrar no mérito se o impeachment foi fruto de um golpe ou não. Do ponto de vista econômico e de articulação política ela não foi bem sucedida. 

Sistema presidencialista

Se a sociedade é outra, o Congresso também é. Lula terá um trabalho exaustivo em negociar com o Congresso. Por isso já começou entregando 16 dos 37 ministérios. Esse é o efeito colateral do sistema presidencialista que o povo ainda não entendeu. Se eu gosto do Lula, preciso votar em deputados e senadores que apoiam ele. Se eu não gosto do Lula, preciso votar na oposição. O jogo é simples.

Se o sistema presidencialista tem seu entraves burocráticos, no Brasil isso é potencializado pela falta de conhecimento por parte da população do jogo politico. Por isso erramos ao votar como se o nosso sistema fosse parlamentarista. Aí entra aquela velha novela que só muda de nome: Mensalão, rachadinha, orçamento secreto e assim por diante.

Lula terá que "purificar" o seu nome diante das rachaduras que ficaram. Isso implica em acompanhar mais de perto os acordos que são feitos, gestão rápida dos escândalos e sempre ser transparente. Do contrário, o governo petista praticará novamente os erros do passado. Nesse ponto o PT não quer sofrer de novo na pele. Em paralelo, Paulo Pimenta na frente da SECOM, terá um trabalho de construção do Lula nas redes sociais. Ponto de sucesso que Bolsonaro tinha. 

Um nome na Oposição

A grande sorte do PT é que eles não terão um nome de peso na oposição. Diferente de Vargas que teve Carlos Lacerda como opositor. Não existe hoje no cenário nacional ninguém na oposição com a maestria política de Lacerda. Para alegria dos petistas e para desespero da oposição. 

Se ilude quem pensa que Bolsonaro (Jair, filhos e aliados) é esse nome grande nome na oposição. Sei que quando escrevo isso gera ira em algumas pessoas, mas deixando as emoções de lado o fato é: O PT voltou ao poder. Bolsonaro pode até ganhar força novamente, mas terá que ser mais estrategista nessa construção. O que, a princípio, Valdemar Costa Neto tem como foco. No entanto, a fragilidade está no próprio Partido Liberal (PL), que, com certeza, Jair Bolsonaro sabe disso. Se um dia Valdemar negociou com o PT (2002), quem garante que não fará de novo? A construção da oposição precisa ir além do PL. Vide a fragmentação que já começou no União Brasil.

Por fim, fundamental é que o país tenha governabilidade. Com equilíbrio entre governo e oposição. Harmonia entre os três poderes. E aqui destaco que é necessário que o Judiciário não avance em terrenos que pertencem ao legislativo e ao executivo. Somente assim teremos coexistência no jogo democrático e evitaremos tragédias. Seja com nome de impeachment ou uma tragédia maior que foi o suicídio de Vargas.

Pedro Curvelo

Janeiro de 2023

sábado, 3 de dezembro de 2022

A CALÇADA E A ESCADA

 


Felizes são as crianças que mesmo nascendo com um legado de dor, desenvolvem a fantasia e a magia como proteção.

Maldito são os adultos quando, diante da incapacidade de prover e proteger, até a imaginação usurpam.

Felizes são os seres humanos que com seu estado sensitivo conseguem conectar o passado com o presente. Onde o passado sorrir e o presente compreende. São mais evolutivos que aqueles cuja o lado sensitivo alcançam outras almas pelo mesmo plano.

Não nos esqueçamos que o mar nos purifica e o sol nos energiza. É a luz que traz a ressurreição. É o mar que traz a provisão.

Não nos esqueçamos que por mais que andemos em uma mesma calçada, ela não é eterna. Ela apenas mostra a Escada no horizonte. Apenas uma passagem para um momento novo e evolutivo.

Eis o segredo: Quando a magia feminina abre margem para a voracidade, entre rugidos e magia, o tempo vida é gerado.

A calçada nos levou para casa. 

A pequenez que leva a porta de Muitas Moradas.

A realidade que autentica a maturidade da vida.

Por fim. Será que de fato sempre existiu só Uma? Ou a compreensão da tríade? Do nascimento, viver e morrer. Sabemos que a letra por si só mata. Mas o Espírito vivifica quando escutamos o Silêncio das Letras.

Até porque apenas o silêncio é capaz de acender o último incenso.

Pedro Curvelo

Dezembro de 2022