sexta-feira, 20 de julho de 2012
O LEÃO DE CADA DIA EU QUERO
Me Pai! Minhas lágrimas mostram a carência que minha alma tem de ti.
Sei que você mora em mim, através do teu Espírito. Mas o medo também.
O leão de cada dia te peço hoje.
Ele me assusta, me amedronta, na minha alma ele quer ser rei.
Não peço que me livres do Leão, mas que me conceda o pão de cada dia, isto é, estrutura para que eu possa enfrenta-lo e com as minhas próprias mãos rasgar a sua boca.
Pois, é matando que fará nascer um outro leão.
Sim! O Leão de cada dia eu quero.
Sim! O teu pão que me segura também.
No refletir percebo que o medo é a metamorfose para que um Leão venha nascer dentro de mim.
A biologia da alma é diferente, a casca precisa quebrar para o nascer, por isso vejo o tremer.
Sim! O Leão de cada dia eu quero.
Sim! O teu pão que me segura também.
E que o meu interior encontre bonança em ti.
E que a tua paz guarde minha mente e meu coração.
Pedro Henrique Curvelo
Julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
AO MESTRE COM CARINHO
A tecnologia deve servir o homem. O ser humano em si é um ser produtor de conhecimento. Como fruto da sua gestação se encontra a tecnologia. Esta, deve tornar a vida mais prática e cooperar com a construção do conhecimento.
No entanto, diante da evolução da inteligência artificial, não podemos permitir que o "filho coloque o pai em um asilo". Isto é, não podemos substituir a figurar física do professor por um arquétipo virtual do saber.
Sou um grande fã da tecnologia, principalmente no que ela é capaz de cooperar com o conhecimento. Vejam! Eu uso a palavra "cooperar" e não "substituir".
O mercado de cursos pela internet, seja através do computador da sua casa, seja através de um Tablet ou celular, que é denominado de M-Learning, é fantástico! Além do enriquecimento gráfico digital que facilita a didática, proporciona flexibilidade de horário e local. E isso vai desde um curso básico de inglês até um curso de pós-graduação. Só no meu celular tenho três aplicativos de cursos. Eu utilizo e gosto muito!
O efeito colateral disso, infelizmente, é o distanciamento de algumas pessoas e instituições de ensino do professor. Tenho receio que a sociedade apenas o encare como uma espécie de "barriga de aluguel". Aquele que passa a letra para que o digital possa educar.
O professor deve utilizar esses aplicativos e canais multimídias para o auxiliar. Mas, jamais abrir mão da dialética, do contato com o aluno, do ouvir, imaginar, debater, questionar o que foi estabelecido como certo, moral e ético.
O professor é o mentor que gera insumos para a evolução da consciência dos seus alunos.
Caro leitor, a preservação da missão desse profissional depende de você e de mim. Nossa posição deve ser: Aceito a praticidade da tecnologia para me servir, mas jamais ela irá atrofiar o meu pensar ativo como ser humano.
Ao mestre com carinho.
Pedro Henrique Curvelo
São José dos Pinhais - PR
Julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
OS PÉS DE UMA MULHER
Os pés dela estavam descalços quando o viajante a conheceu. Sujos com as feridas de uma estrada tortuosa, cujas veredas antigas eram de lágrimas.
Quando ele a viu, se comoveu. Pensou que amigável seria sarar aquelas feridas e cobrir os pés com uma sandália.
Mas, depois de refletir, percebeu que os pés descalços eram resultados do seu espírito livre que regia a sua alma.
É lógico que deveriam ter feridas! Afinal, machucados não são também insumos que estruturam a maturidade de um ser?
Ela é livre! É mulher!
Ela, respeitando um processo "darwnístico", onde as chagas dos seus pés evoluíram e a metamorfose a enobreceu.
No andar nessa mesma estrada, o espírito livre a coroou como princesa.
Qualquer plebeu se apaixonaria com o adorno do seu jeito.
Ela livre! Ela mulher!
O ondular dos seus cabelos, a leveza do olhar, o gosto do andar, a exaltação do cuidar e compartilhar.
Ela livre! Ela mulher!
A paixão do viajante gerou no coração um vinho que até Baco cobiçaria. Vinho de alegria, desejo, cuidado e amor.
No entanto, no caminho da confissão, a decepção.
Ela mulher, não olhou. Esse foi o fim.
Na vida sentimental a audição é pelo olhar.
Por fim, o vinho foi despejado sobre os pés dela e não degustado.
Julho de 2012
Pedro Henrique Curvelo
sexta-feira, 8 de junho de 2012
O EROTISMO DE SABRINA
Ela sabia qual era a fraqueza
dele.
Ele, ao som da música, tentou
seduzi-la. No entanto, a sombra do corpo de Sabrina, escultural e místico,
cativou a sua libido.
Era de se esperar. Sua inclinação
para a carne, o tocar em cada parte do seu corpo, a maciez dos seios dela, o
levaram a dualidade antagônica da sua masculinidade.
O instante em que a ampulheta
paralisa e a virilidade da sua juventude renasce.
O som prosseguiu entre o mar e a areia da praia. O instante em que a
seriedade do espírito deu lugar à pulsão da carne.
Ele não imaginava onde isso
poderia leva-lo. Mas, decidiu colocar de lado a racionalidade da vida adulta.
Era
apenas um instante, a música jamais iria se repetir. O duelo entre o instinto
de viver e o instinto da morte. Onde Eros estabelece morada em qualquer psique.
O encontro sexual é uma evolução.
Uma torrente em sentido contrário, onde coincide em um só momento: O toque, a
penetração, o beijo e o aperto.
No sexo, leveza e agressividade
se harmonizam. Uma combinação de acorde em uma só harmonia.
Ele pensou que estava no
controle. Mas Sabrina sabia que o gozo era o descontrole da razão/moral/tempo.
Um instante onde não apenas o esperma petrifica, mas os sentidos também.
A imponência do seu falo se
rendeu a embriaguez da vulva de uma mulher: Sabrina.
O corpo de Sabrina se tornou um
monstro. Ela em sua própria sensualidade se possuiu.
Para ele foi o fim. A intensidade
de um mergulho o machucou no fundo.
A verdade é que Sabrina nunca
existiu! A prostituta do mar sempre foi uma miragem.
Mas, ele já era velho. Aceitou a
utopia de uma realidade que nunca existiu. As curvas e a maciez de Sabrina o
proporcionaram a vivência do início e do fim. O ápice do seu gozo.
Pedro Henrique Curvelo
Junho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
CASTELO DE FANTASIA NA MENTE
A fantasia para o ser humano é
uma segunda via que ele utiliza para poder viver. Encarar a realidade da vida, o seu contexto familiar, social e psíquico pura e simplesmente no preto e
branco é complicado e insustentável.
Diante disso, o homem utiliza
aquilo que é subjetivo. Essa subjetividade pode ser vista nos vícios, religiosidade,
arte, drogas, bebidas e sistematizações de comportamentos construídas para cada
variável que surge na vida.
Lidar com esse lado subjetivo é bom
e ao mesmo tempo perigoso. Digo isso porque tal situação pode servir para
relaxar a alma e o espirito, gerando uma avalanche de estímulo que irá
sustentar uma pessoa por mais algumas horas, semanas, enfim, certo tempo.
Em contrapartida, a falta de equilíbrio ou
direcionamento errado dessa subjetividade pode leva-lo a uma prisão. A
construção de um castelo que não poderá sair. Um exemplo disso é a bebedice. O homem pode utilizar a bebida para relaxar a tensão gerada pelo dia a dia. É o
momento de esquecer os problemas e ficar off
por um tempo. Nesse instante, a alma descansa e no outro dia a rotina volta ao
normal. Mas, tal mecanismo pode leva-lo a uma espécie de “projeção astral” sem
volta. Uma fuga onde a mente e a sobriedade não conseguem voltar, pois tem
medo. Essa pessoa se transforma em um alcoólatra, onde sua vida se desmorona
como um dominó. Desiquilibra os relacionamentos, o trabalho, a fé e o próprio
corpo. Isto é, aquilo que era para ser um tranquilizante, se tornou em um
veneno.
Utilizar a subjetividade para se
esconder é complicado. É por isso que você encontra uma pessoa instruída e que tinha uma
vida normal, de uma hora para outra, ficando louca, viciada e totalmente destruída. Pessoas que, por exemplo,
diante de tanta amargura e derrotas distorceram a fé e enterraram a mente em um
dogmatismo religioso onde vivem um mundo paralelo 24 horas.
Há uma expressão bíblica que diz que "um abismo chama
outro abismo". Fazer uso de um vício pode levá-lo a ter isso como rotina. Ao
ponto da química do seu corpo encarar como normal e necessário da mesma forma
que você tem necessidade da água e da comida.
Atenção! Vício pode ser qualquer
coisa que prejudica e te impede de viver a realidade. Pode ser a droga em si,
bebida, uma religiosidade fanática, a gula, o só querer ficar dormindo, o fugir
do real e alimentar a fantasia na questão de relacionamento, emprego e família.
Meus amigos!
Despertar e quebrar três ou
quatro tijolos que foram construídos pode não ser complexo. Agora, o problema é
quando o processo da fantasia se transformou em um castelo.
Pedro Henrique Curvelo
Junho de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)




