segunda-feira, 10 de agosto de 2009

“DEUS” ESTÁ MORTO


“DEUS” ESTÁ MORTO

“Deus” está morto. Diante disso, algumas igrejas se tornaram museus que exploram os fragmentos de uma figura mítica. Para coexistir com o espírito capitalista que domina este mundo, onde tudo é produto e pode gerar lucro, transformamos sua história heróica em produtos, barganhas e objetos de manipulação.

Muitos cultos ou missas, seja a nomenclatura que for, são utilizados como palcos onde “os fins justificam os meios” para atender a cobiça de alguns “aiatolás” do empreendedorismo religioso. Jesus se transformou em “Jesuses”, virou caneca, pulseira, livro, CD, DVD, mágico, mega-sena e diversos outros objetos desassociados dos seus ensinamentos.

Gott ist tot!

Frase celebre do filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900).

“Matamos a Deus”, isto é, quebramos nossa aliança com aquele que É. Mumificamos o Divino nos sarcófagos dos nossos templos. Diante dessa ruptura com o Eterno, nos entregamos como crianças débeis para os lobos disfarçados de ovelhas, ou então, nos metamorfoseamos em deuses no Olímpio chamado Mundo.

Sedados pela nossa ignorância, nosso interior clama por ressurreição. Não Dele, pois o mesmo é o Autor da Vida, mas do comungar com Ele.

Pedro Henrique Curvelo
Julho de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009



AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO SOBRE O “ESPÍRITO PROTESTANTE”.

O Evangelho de Cristo é poder de Deus, isto é, ele é indestrutível. As boas novas com a sua graça e leveza sempre permanecerão. O Senhor Jesus disse que os céus e a terra passarão, mas as suas palavras permaneceriam para sempre. Uma geração pode viver uma sequidão espiritual e uma crise existencial, mas ela sempre poderá contemplar o revigor da Graça de Deus.

Maravilhosa Graça que ninguém pode corromper! Os cristãos judaizantes tentaram corromper o Evangelho, da mesma forma como os gnósticos, ambos na época do Apóstolo Paulo, mas a simplicidade do Evangelho prevaleceu.

O homem já tentou engarrafar Deus em uma instituição e manipular a autoridade espiritual visando benefício próprio, no entanto, o espírito protestante entrou em ação naquela época com Lutero e outros. Esse ato de protestar que se manifestou inicialmente nos crentes em Beréia, foi dimensionado até os nossos dias.

Protestar – colocar em teste um dogma ou o que se ensina em nome de Deus para verificar se procede de Cristo – não foi um ato consumado no período histórico da Reforma religiosa na Europa no século XVI. O ato de PRO-TESTO e PRÓ-TESTE é algo constante, renovador e contextualizado, nunca estagnado.
Com esse entendimento, podemos dizer que nenhum pastor, padre, rabino ou qualquer outra pessoa, tem o direito de deturpar o Evangelho. Como costuma dizer o Reverendo Caio Fábio: “Jesus é a chave de toda hermenêutica”. Por fim, precisamos, tão somente, acreditar que Jesus é tudo e o bastante para as nossas vidas. Vivamos o evangelho na essência, que é tão claro que até quem é cego consegue ver e quem é louco não erra o caminho. Sendo tão simples assim, o que passar disso é invenção dos homens.


PEDRO HENRIQUE CURVELO

Outubro de 2008

Artigo publicado na Segunda Igreja Presbiteriana de Honório Gurgel


XEQUE MATE BRASILEIRO
A história da política nacional

O que é a história da política brasileira se não um jogo de interesses das classes dominantes, onde os momentos do tempo e espaço nacional servem como fases de um jogo que pode parecer que não tem fim, mas já apresenta sinais de debilidade e extinção.

A independência do Brasil foi o “start” desse jogo onde o foco não é necessariamente o bem estar do povo, mas sim, os interesses particulares de alguns. Devemos entender que uma mutação ideológica age com muita flexibilidade em uma classe dominante que não queira ser prejudicada no campo da política e da economia.

Se for necessário romper com Portugal, que assim seja. Se for necessário reconhecer a maioridade de Dom Pedro II com os seus 15 anos incompletos, que assim seja. Se for necessário dá um “ponta pé no traseiro” do Magnânimo para adotar a República, que assim seja. Se for necessário adotar um comportamento liberal e depois, contraditoriamente, renuncia-lo, que assim também seja. Assim, nessa ciranda redundante dos “améns”, a política brasileira foi direcionada.

Felizmente, podemos perceber que esse ciclo tem se desestruturado cada vez mais. O que era campo fechado no domínio do coronelismo, não pode resistir ao desenvolvimento da opinião pública. Hoje, a democracia, simbolizada pelo voto, pertence a qualquer cidadão, seja do clã oligárquico, ou um “excluído” qualquer. Pois, se antes só votava quem tinha dinheiro, hoje o mais pobre pode exercer esse direito.

Como cidadãos da República do Brasil, temos a responsabilidade de fazer com que a consciência democrática de cada brasileiro seja preservada e amadurecida. Que a livre escolha e o direito de votar e ser votado não seja molestada por aqueles cujos interesses partidários estão acima do bem-estar da nação. Ainda é necessário que o legado do coronelismo seja enterrado, dando ênfase à Bahia e ao Maranhão, e que o abuso das milícias seja exterminado.

Dessa forma, quando a consciência democrática de cada brasileiro for livre e madura, o jogo chegará ao fim. O Brasil será mais justo e igualitário, a ética preservada e o povo mais próspero. Estabelecendo assim, o xeque mate no tabuleiro da corrupção.

PEDRO HENRIQUE CURVELO
Fevereiro de 2009

sábado, 16 de maio de 2009


O “PING PONG” DO HOLOCAUSTO


Recentemente a mídia divulgou a posição escandalosa do Bispo tradicionalista Richard Williamson ao declarar que não é verídico o fato de seis milhões de judeus terem sido mortos no holocausto. Para Richard as câmaras de gás não existiram e que apenas 300 mil morreram nos campos de concentração nazista.

Depois do alvoroço que ocasionou na sociedade judaica, o Papa Bento XVI exigiu que o Bispo retire essa declaração. Ao lembrar da Shoah (Holocausto), o papa trouxe a memória o holocausto e criticou o ódio racial e religioso. É uma forma política que o papa tenta colocar para limpar a o nome do Vaticano, afinal a Igreja erra hoje ao dizer que não sabia da declaração do Bispo, e errou ontem com a omissão diante do nazismo.

Exigir que o Bispo retire tal declaração me faz refletir sobre a liberdade de pensamento que o indivíduo tem, mesmo que contraditória com relação a verdade histórica. Ora, essa é a crença do Bispo Wiliamson. Se ele acredita dessa forma mesmo sem fundamento, ele deve abrir mão do sacerdócio católico romano, uma vez que não há compartilhamento dessa idéia.

Agora, se o Bispo retirar o que disse, além de declarar uma mentindo para si mesmo, pois ele acredita dessa forma. Mostrará também que ele (Richard) de tradicionalista passou a ser marionete de Bento XVI. Até o momento, Richard apenas pediu desculpas a Santa Sé, mas ainda não retirou tal declaração.

Assim, enquanto a fogueira se acende, presenciamos mais uma vez esse “ping pong” histórico onde a validade do holocausto sempre é questionada. Hoje com o Bispo Richard, a alguns meses atrás com o Presidente do Irã. Dessa forma, o Holocausto não se solidificou apenas na memória, é vivenciado, questionado e debatido constantemente. Dessa forma, o mundo participa ainda do holocausto, não o concreto, mas o ideológico.

PEDRO HENRIQUE CURVELO
Fevereiro de 2009

domingo, 14 de setembro de 2008


O AMOR É O FUNDAMENTO DE TUDO

Toda relação precisa ser fundamentada no amor. O amor é desfrutado através do seu canal único, chamado de relação.

Onde há o amor o DESEJO pode ser desfrutado, fora do amor ele se torna concupiscência. Muitos jovens associam os seus desejos sexuais como sinônimo de pecado, mas ele é apenas um desejo pertencente à natureza humana. E como todo desejo, ele pode ser satisfeito. O pecado existe quando se olha à base que há embaixo do desejo. Quando o desejo controla o jovem e foge do equilíbrio surge então à defraudação, cobiça lascívia, egoísmo, fornicação, adultério e aberrações. Quando o amor é o fundamento, o desfrutar é livre e proporciona saúde.

Onde há o amor a RELAÇÃO COM DEUS não é baseada no medo e nem na culpa. Onde há culpa (medo em receber algum castigo), há prisão e tortura. Quando se serve a Deus com medo de ir para o inferno, há loucura e perturbação. O amor me faz entender que não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo. Assim, posso me achegar a Ele com as minhas fragilidades, e na relação com Ele ser santificado.

Onde não há o amor a FÉ VIVA E VERDADEIRA se torna em demência religiosa.

Onde há o amor nos RELACIONAMENTOS, existe então cura. Essa é a função da Igreja: ser uma rede de relacionamentos fundamentados no amor de Cristo. Onde o sair junto, rir junto, chorar junto, confessar para o outro minha crise ou erro (que de repente possa ser um escândalo) traz cura para mim, saúde e qualidade de vida. A relação é fundamentada no repartir do pão.

A RELAÇÃO sem amor é possessidade, doença, obsessão, egoísmo e tortura. Quem ama sabe a hora de dar, receber, viver o momento, sabe deixar ir.

A IGREJA sem amor é apenas um covil de cobras, inquisidores, mentirosos e agentes do diabo.

Onde há o amor a minha OFERTA é uma doação do meu melhor para o Reino, para o outro. Não me prende a uma matemática teológica onde será que é 10%, 20% ou 30%? Oferta sem amor é barganha, ostentação e jugo.

Onde há o amor há INTEGRIDADE e EXCELÊNCIA nos estudos, trabalho e projeto. O que resulta em honra, prosperidade e seriedade conquistada diante dos homens. Fora disso é malandragem, preguiça, falência e miséria.

Onde há o amor à ótica para com os PERDIDOS é dirigida com misericórdia e graça. A relação se torna espontânea, e às vezes, o sair junto, ver um filme, almoçar é feito sem peso e sem se importar com os que os “crentes irão pensar”. E nessa relação há um verdadeiro encontro com Deus. Fora disso, é discriminação, preconceito para com aqueles que têm uma religião diferente da nossa, prepotência em pensar que somos melhores do que alguém. Tabeliães celestiais para dizer quem vai para o céu ou para o inferno.

Onde há o amor há ATITUDE, SIGILO e HUMILDADE diante daquilo que se confessa. Fora disso, é engano e mentira naquilo que se canta e prega.

Viver com AMOR é cultuar Deus. É viver com intensidade, contentamento e gratidão. É entender que amar é deixar de fazer aquilo que vai prejudicar o outro. Amar é entender que “aquilo que eu quero que as pessoas me façam, eu devo fazer a elas”.

Por fim, Quando o amor NÃO é o fundamento, tudo se torna DIABO.


Pedro Henrique Curvelo

Agosto de 2008