sábado, 23 de fevereiro de 2013
SOFIA, menina mãe!
Sofia, menina mãe!
Ela deseja voar! Sua geração deseja cativa-la em paredes. Seus pais alegam que é mais seguro.
Com asas, ela voa sem a censura que a vida adulta impõe. Ela não ver preconceitos, todos são iguais, carvalhos germinados pelo ventre da mãe terra.
Santa mãe! Ela é sua filha. Nós somos pródigos. Assim nos tornamos quando cortamos as nossas asas.
Perdemos a inocência, perdemos o respeito. Instituímos o confronto em nossas relações, ameaças. Estupramos nossas emoções com pânicos gerados pelos gritos e imposições.
Somos velhos e corrompidos! Voltemos a deslumbrar o entardecer de uma praça. Basta sentir o vento e nasceremos de novo. Perceberemos que somos todos irmãos. Vindos do mesmo ventre. Compositores de uma mesma canção, mas que a escutávamos cada um no seu próprio idioma.
Lavemos os pés uns dos outros. Coloquemos as sandálias, pois nossa dança irá começar. No final, entenderemos a missão de Sofia. Entenderemos o encantamento da sua música sobre o lado místico da nossa temporalidade.
Pedro Curvelo
Fevereiro de 2013
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