sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A PIOR COISA É QUANDO NÃO SE É BEM RESOLVIDO
Pois é! Não se definir é a pior droga que você pode conduzir a sua alma. Significa que o tempo está passando do lado de fora (2011, 2012, 2013...), mas por dentro você congelou, não é inteiro, não arrisca, não conduz, não erra, não acerta, não fede e nem cheira. Enfim, você não vive.
Já viu aquela pessoa que não se define na vida sentimental? Fica com a pessoa, dá um tempo, volta e fica de novo, tem crise de ciúme, mas não sai disso! Não sabe se quer compromisso ou aventura. Como não sabe, mistura as coisas e acaba sofrendo.
Já viu aquela pessoa que reclama do seu emprego? Até pensa em fazer outra coisa, investir em uma habilidade, mas quando ela vai tentar... Paralisa! Não sai do lugar, fica andando em círculos. E o mais atormentador é que ela assiste o tempo passar e fica tensa com isso.
Como resolver esse dilema?
Se defina! Se resolva internamente! Vou ser mais claro: NÃO INTERESSA O QUE VAI ACHAR FULANO, AQUELA PESSOA DA FAMÍLIA, SUA RELIGIÃO, SEU PATRÃO. NÃO IMPORTA!
O que importa é o que você vai decidir. Sendo assim, entra no seu silêncio. Reflita o que pulsa aí dentro da sua alma. Qual o seu desejo, sonho e aspiração.
Você irá perceber que uma vez resolvido, sua vida será mais saudável. Seus relacionamentos da mesma maneira. Você irá perceber a felicidade com a sua profissão, fé, opção sexual, salário, corpo, roupa e gosto.
Pense nisso! Se defina e seja livre.
Pedro Henrique Curvelo
Dezembro de 2012
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
"Desculpa! Mas, posso comprar o seu produto?" Uma reflexão sobre o atendimento ao cliente
O nosso país vive uma prosperidade progressiva nos dias de hoje. Isso significa que aquele cara que não tinha condições de comprar uma televisão de alta tecnologia, agora tem facilidade de crédito e compra.
É possível ter um emprego com mais facilidade, e não importa se ganhamos muito ou pouco. O que importa é que temos um cartão de crédito. Com ele, podemos saciar a nossa sede de consumo.
Aproveitamos o nosso salário não para "fazer o pé de meia", e sim, para comprar e comprar, mesmo que não seja necessário.
Diante disso, algumas pessoas passaram a jogar dinheiro fora. Pois, de alguma forma perdemos a consciência de comprar o necessário. Ou então, se formos comprar algo apenas por luxo, valorizar os critérios de qualidade, bom atendimento e respeitos as leis locais não damos tanta atenção.
Infelizmente, hoje é muito comum você ser tratado com "cara feia" e ignorância em alguns estabelecimentos comerciais. O absurdo é que alguns deles cobram muito caro pelos seus produtos. Em algumas situações, só falta você como cliente dizer ao comerciante: "Desculpa por incomodar, mas você poderia me vender esse produto?"
Se você acha que aquela determinada casa é muito cara, problema é seu! Se você não quer pagar, tem gente que quer pagar.
Se você acha que não foi tratado adequadamente por aquela vendedora de sapatos, problema é seu! Se você não quer comprar, tem gente que quer.
Se você acha que a qualidade daquele determinado hotel foi ruim, tem gente que paga caro, mesmo sendo tratado de forma inadequada.
Ora! Isso só vai mudar se você como cliente, começar a criticar e não comprar quando não for atendido da forma adequada. Processar judicialmente quando alguma regra do contrato for quebrada, preferir aquele produto que tem um preço justo com o mercado. Utilizar os canais das agências reguladoras para reclamar.
Afinal, como diz a personagem do zorra total, Lady Kate: To pagando!!!!
Pedro Henrique Curvelo
Dezembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
COMO VIVER OS DOIS ÂMBITOS DA FÉ?
O que é a Fé? De uma forma simples podemos entender a fé como ação. Tudo bem que existe uma definição teológica com o seguinte conceito: “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb 11).
Mas na prática ela é esclarecida através da ação (Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma – Tg 2:17), do correr o risco, da intuição, enfim, do fazer e ver no que vai dar.
Exemplo: uma pessoa que deixa a zona de conforto da sua cidade, família e emprego. Larga tudo para tentar a vida em outro país que não conhece ninguém. Isso é fé. É arriscar.
Mas existe outro nível da fé que é o arrependimento. Esse âmbito é o mais difícil.
Pois, este significa abrir mão de algo considerado precioso, renunciar uma prática ou pensamento por causa de Deus ou de um princípio. Ou seja, por causa de outra pessoa ou causa, eu tomo uma ação. Para o bem do outro, não necessariamente o meu.
Veja que na primeira eu tomo uma ação por ganho próprio. "Em dentro de cinco (5) anos vou trabalhar o máximo para comprar minha casa própria". Perfeito! Isso é um alvo que, conquistando, irá ser proveitoso para você.
Deus valoriza isso também! Uma pessoa que acredita em si mesma, que corre atrás dos seus objetivos. É louvável diante de Deus.
Mas, o outro âmbito, Deus também quer que você desenvolva da mesma forma. O de abrir mão de algo por causa de um princípio espiritual.
Quando Jesus cura o paralítico (Mateus 9) trazido por um grupo de amigos, Jesus valoriza a fé dos amigos. Pois, tomaram uma atitude. Tinham uma necessidade (o amigo paralítico), viram uma possibilidade, ou seja, plano de ação (Jesus cura) e tomaram uma atitude (levar até Jesus não importando o obstáculo). Mas para o paralítico, Jesus ensina a fé do arrependimento: "seus pecados estão perdoados". Isto é, em um evento dois âmbitos da fé foram necessários.
Diante desse assunto, meu amigo leitor, desenvolva sua fé no primeiro âmbito: tenha alvos (emprego, curso, casa própria, casamento, comprar algo). Tome ações que irão gerar resultados.
Mas, desenvolva o outro âmbito também, o do arrependimento. Abra mão daquilo que a sua consciência diz que não é a vontade de Deus. Aquilo que irá ferir o seu conjunto de princípios.
Viva os dois âmbitos da fé! Dessa forma, sua vida será mais saudável.
Pedro Henrique Curvelo
Novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
UM HOMEM, DUAS MULHERES
Um olhar de desejo, um olhar de paixão.
Se forem os olhos a candeia do corpo, então carrego dentro de mim a dualidade paradoxal entre o desejo e o amor.
Tem momentos que penso que foi por isso que Deus criou o homem com dois olhos, a coexistência do yin yang.
Da projeção do horizonte contemplei o seu cabelo. Tão sacro e belo que Medusa iria solicitar um duelo.
Seu rosto angelical me trouxe avidez em viver, explorar cada instante.
Sou eu um amante... Sou eu um sonhador.
Mas e a outra? Versão feminina de Jano. Com seu corpo desperta volúpia, a única que pertence aos homens da “terra”. Desejar-te agita um vulcão que quer um momento, quer um gozo e quer um fim. Do singular o limiar. O mergulho que leva a morte. Por qual motivo não desejar? Será que a morte não é uma premissa para a vida?
Diante das duas, sou apenas um.
Sou anjo para uma, demônio para a outra. Enfim, sou Um Humano.
Pedro Henrique Curvelo
Novembro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A PAIXÃO POR UMA DUQUESA
Oh, Duquesa!
Não sou nobre, sou plebe. Sou da terra, do mesmo pó que você foi formada.
O fôlego de vida é o único bem que temos em comum.
Do comum, do igual, que você não deseja comungar e para um plebeu se entregar.
Tenho o chão da vida como fundamento, da alegoria do viver a habilidade para sentir e amar.
Minha alma sente pena de você! Pois, presa está em sua ortodoxia do que é “moral”, asfixia de um manequim com vestuário, que da loucura encontrou vertigem.
Para viver, basta acordar. O rosto despertar e no caminho chamado vida, simplesmente andar.
No dançar te mostrarei o prazer! Do vinho o saber! De um beijo a intensidade de um ser.
Sejamos um! Do comum o compartilhar, do seu pão desfrutar, para que de um amor plebeu você possa se embriagar.
Pedro Henrique Curvelo
Outubro de 2011
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