segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A VIDA É O MAIS IMPORTANTE?
Não é a vida mais importante que o alimento?
Jesus uma vez despertou essa reflexão nos seus discípulos.
E a conclusão foi que sim! Ela é mais importante que o alimento. Logo, por qual motivo andamos tão ansiosos?
A ansiedade, de fato, tem levado o homem a correr demais, trabalhar demais, se preocupar demais com uma conta a pagar, um romance não correspondido, uma meta sobrenatural a ser cumprida no trabalho, um corpo perfeito a ser alcançado, enfim, mais, mais e mais!
É tanta preocupação e ansiedade que não temos tempo para viver.
Quando falo em viver me refiro a desfrutar de um instante, um momento.
Existe uma diferença entre "se matar de trabalhar" e ganhar dinheiro com uma habilidade ou atividade que lhe agrada.
Existe uma diferença entre pagar as contas de casa e compartilhar uma refeição com a família em um domingo qualquer.
Existe uma diferença entre namorar uma pessoa que te aceita do jeito que você é e torrar dinheiro com uma mulher que não te ama.
Existe uma diferença entre empurrar a doutrina da sua religião nos outros ao ponto de ser agressivo e viver um período de silêncio, reflexão e gratidão.
Viva mais! Isso significa errar e acertar mais. Não importa! O viver é o principal objetivo.
Sendo assim, não perca tempo! Invista hoje naquele seu talento, habilidade, aquilo que lhe dar prazer. Você irá perceber que não irá ficar preocupado com o término do expediente. Não irá ficar desejando ardentemente um feriado. Pois, o trabalho será para você um prazer. Não pensará nem em aposentadoria.
Desfrute do seu salário! Compre aquilo que você sonhou. É justo você desfrutar o salário conquistado com o suor do seu trabalho. Um grande amigo uma vez me disse: "Pedro, dinheiro foi feito para gastar". Gaste, então! Gaste com moderação. Junte só se tiver um objetivo.
Desfrute das suas amizades. Tenha esse hábito. Temos uma rotina tão louca que esfriamos isso.
Almoce com calma (exceto se você for operador de telemarketing). Se o seu trabalho não permite você comer em paz, tenha então o objetivo de trocar de emprego.
Se colocou uma roupa bonita, desfrute desse momento.
Se comprou um celular novo, desfrute das suas funcionalidades. Não saia igual um louco para comprar um novo modelo. Nesse sentido sim, guarde o dinheiro.
Você mora perto de algum ponto turístico e não visitou? É um absurdo uma pessoa vir de fora e desfrutar de algo que está na frente da sua casa.
Você é único, a sua vida é única. Então, só existe um único momento para você desfrutar do que você é e do que a vida lhe deu: Hoje!
Pedro Henrique Curvelo
Janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
CARLOS, JOÃO E O PREGADOR
O sistema impõe as suas cercas, placas e estradas para o motor das nossas vidas, induzindo o caminho que devemos seguir, comportamento e escolhas a serem adotadas.
Nesse sistema vivem Carlos, João e o Pregador. Aliás, diversas pessoas vivem. Eles vivem ou vegetam? Não sei! O sistema ainda não me deu um dicionário.
Dentro de uma caixa temos que agir de acordo com o tempo social, estabelecidos por nós como algemas para segurar nossas asas. Carlos tem algemas, ele não ver, pensa que é livre, pois ganha bem e pode satisfazer suas pulsões de consumismo. Na verdade, ele é cego e usa óculos de grau. Que irônico!
Os pássaros voam. Os seres humanos não. Sofisma que encantou o nosso raciocínio. Temos asas sim! Asas na alma, no nosso interior. Temos a linguagem da alma, o simbolismo do renascer espiritual, ritos. Acredite, temos a possibilidade de jogar com as cartas dos anjos e não percebemos.
João muito menos! O coitado se "mata" todos os dias, tentando fazer seu "pé de meia", consome até ao máximo suas energias, se sujeita a certas coisas no trabalho, afinal, precisa pagar as contas. Quando tem uma folga, enche a cara até cair. É um êxtase que proporciona um falso momento de fuga da realidade e asas imaginárias, que ele pula e cai, pois não são verdadeiras.
João muito menos! O coitado se "mata" todos os dias, tentando fazer seu "pé de meia", consome até ao máximo suas energias, se sujeita a certas coisas no trabalho, afinal, precisa pagar as contas. Quando tem uma folga, enche a cara até cair. É um êxtase que proporciona um falso momento de fuga da realidade e asas imaginárias, que ele pula e cai, pois não são verdadeiras.
E o pregador? Sei lá! Ele estava aqui perto quando escrevi esse texto. Deus sabe onde ele anda. Fiquei sabendo que ele decidiu ir contra o fluxo. As pessoas “sãs” o chamam de louco porque largou o emprego e não focou em conquistas materiais. Ele vive durante a semana na cidade grande, fica pregando sua fé no trem e no metrô. Essa semana ele foi expulso pelos seguranças. O “danado” voltou no outro dia! (risos)
Ele fala uma “parada” que não faço a mínima ideia do que seja. Fala da sua vida antiga na favela e vida após a morte. Ele vive o seu mundo. Pois é! Libertou-se do mundo visível e se tornou o dono do seu próprio. Sabe viver bem nos dois, não machuca ninguém, nem a ele mesmo.
Carlos e João pegam o mesmo metrô que o Pregador. Carlos e João descem na estação da Central, no Rio de Janeiro. Já o pregador, ninguém sabe em qual estação ele desce. Melhor assim, pois se descobrirmos onde o vento nasce, perderíamos o prazer da surpresa e do fantástico.
Viver é relativo, é sombrio e é luz! É gozo!
Pedro Henrique Curvelo
Janeiro de 2011
domingo, 1 de janeiro de 2012
2012 – O ANO DA CONSCIÊNCIA
Nós gostamos de definir datas, ciclos e fases. Condicionamos a evolução da nossa existência a um calendário. 12 meses é um tempo para construir, no fim, paramos para refletir, fazer balanços, e mensurar se aquilo que colocamos na agenda, foi possível alcançar.
Existem projetos que alcançamos durante o ano. Alguns que não alcançamos porque não foi feito nada. E outros que, embora tenhamos feito a nossa parte, não conseguimos. Nesse momento, você pode interpretar como quiser: intervenção divina, condução do destino ou simplesmente não deu.
Dia 31 de dezembro se torna um dia para profetizarmos. Declararmos que o próximo ano será um ano de conquista e prosperidade, para isso, passamos a virada dentro de uma igreja, jejuamos, colocamos aquela cor da sorte, mergulhamos sete vezes para Iemanjá e lhe entregamos oferendas em um barquinho (que inclusive agora tem versão sustentável. Interessante!).
No entanto, quero desafiar você para algo diferente. Ao invés de dizer que 2012 seja o ano da conquista, do recomeço, da prosperidade, da restituição ou qualquer outro título que você queira. Quero convocá-lo a declarar que será o ano da consciência.
Nossa geração tem evoluído. Como brasileiros temos vivido tempos de prosperidade. Prosperidade essa que os nossos pais e avós queriam ter visto no passado. Temos facilidade de crédito, acesso a informação, oportunidades de emprego e possibilidade de ter uma qualidade de vida melhor.
A nossa tecnologia em uma progressão acelerada tem tornado tudo mais dinâmico e inovador. Em contrapartida, a nossa consciência tem regredido.
O bom senso tem entrado em extinção. É lamentável, por exemplo, você pegar uma condução para o seu trabalho e pessoas escutando música sem fone de ouvido. É triste você olhar para um sinal de trânsito vermelho, atravessar na faixa de pedestre e, de repente, um carro quase te atropelar. Ou então você ver uma mulher grávida em um metrô e ninguém ceder o lugar.
Perdemos o conhecimento dos bons modos. Não percebemos mais o: “Bom dia”, “com licença”, “desculpa”, “perdão”, “obrigado”, “por gentileza”, “você primeiro”.
O conhecimento tecnológico evoluiu, ganhamos mais dinheiro, mas nossa humanidade regrediu.
O que vale é o “falo” de quem está pagando. O Money ultrapassa os nossos códigos sociais e de civilização.
Nossa consciência tem atrofiado. Temos liberdade religiosa no nosso país, garantida pela constituição. Mas, ao invés de aproveitarmos para vivermos nossos rituais e crenças, cada um no seu lugar, queremos um ringue de luta com outras religiões.
Ao invés de noticiarmos quando um cientista descobre algo que irá favorecer a humanidade, ou, a elaboração de novos projetos sociais e econômicos, preferimos celebrar, dar crédito, para aquela cantora de funk que saiu nua em uma revista, ou o escândalo sexual de alguém famoso. Nossa sociedade se alimenta de lavagem. E o pior, pagamos caro por isso.
Encaramos com naturalidade os casos de pedofilia, traição, assassinato por dinheiro, corrupção, policial matando uma juíza. Nossa alma já está anestesiada diante de tais notícias.
Lamentável!
Diante desse cenário, desejo que no ano de 2012 sua consciência seja renovada. Seus valores e princípios sejam fortalecidos. Sua sensibilidade para com a necessidade do próximo avivada.
Lembre-se, biblicamente o profeta Daniel uma vez falou que a ciência iria evoluir. Fato! E Jesus disse que nos últimos dias o amor de muitos se esfriaria. Fato também!
Que o seu amor não esfrie.
Seja gentil, justo, responsável com a sua vida, família, emprego e nação.
Deus abençoe a sua consciência nesse ano de 2012.
Pedro Henrique Curvelo
Janeiro de 2012
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A PIOR COISA É QUANDO NÃO SE É BEM RESOLVIDO
Pois é! Não se definir é a pior droga que você pode conduzir a sua alma. Significa que o tempo está passando do lado de fora (2011, 2012, 2013...), mas por dentro você congelou, não é inteiro, não arrisca, não conduz, não erra, não acerta, não fede e nem cheira. Enfim, você não vive.
Já viu aquela pessoa que não se define na vida sentimental? Fica com a pessoa, dá um tempo, volta e fica de novo, tem crise de ciúme, mas não sai disso! Não sabe se quer compromisso ou aventura. Como não sabe, mistura as coisas e acaba sofrendo.
Já viu aquela pessoa que reclama do seu emprego? Até pensa em fazer outra coisa, investir em uma habilidade, mas quando ela vai tentar... Paralisa! Não sai do lugar, fica andando em círculos. E o mais atormentador é que ela assiste o tempo passar e fica tensa com isso.
Como resolver esse dilema?
Se defina! Se resolva internamente! Vou ser mais claro: NÃO INTERESSA O QUE VAI ACHAR FULANO, AQUELA PESSOA DA FAMÍLIA, SUA RELIGIÃO, SEU PATRÃO. NÃO IMPORTA!
O que importa é o que você vai decidir. Sendo assim, entra no seu silêncio. Reflita o que pulsa aí dentro da sua alma. Qual o seu desejo, sonho e aspiração.
Você irá perceber que uma vez resolvido, sua vida será mais saudável. Seus relacionamentos da mesma maneira. Você irá perceber a felicidade com a sua profissão, fé, opção sexual, salário, corpo, roupa e gosto.
Pense nisso! Se defina e seja livre.
Pedro Henrique Curvelo
Dezembro de 2012
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
"Desculpa! Mas, posso comprar o seu produto?" Uma reflexão sobre o atendimento ao cliente
O nosso país vive uma prosperidade progressiva nos dias de hoje. Isso significa que aquele cara que não tinha condições de comprar uma televisão de alta tecnologia, agora tem facilidade de crédito e compra.
É possível ter um emprego com mais facilidade, e não importa se ganhamos muito ou pouco. O que importa é que temos um cartão de crédito. Com ele, podemos saciar a nossa sede de consumo.
Aproveitamos o nosso salário não para "fazer o pé de meia", e sim, para comprar e comprar, mesmo que não seja necessário.
Diante disso, algumas pessoas passaram a jogar dinheiro fora. Pois, de alguma forma perdemos a consciência de comprar o necessário. Ou então, se formos comprar algo apenas por luxo, valorizar os critérios de qualidade, bom atendimento e respeitos as leis locais não damos tanta atenção.
Infelizmente, hoje é muito comum você ser tratado com "cara feia" e ignorância em alguns estabelecimentos comerciais. O absurdo é que alguns deles cobram muito caro pelos seus produtos. Em algumas situações, só falta você como cliente dizer ao comerciante: "Desculpa por incomodar, mas você poderia me vender esse produto?"
Se você acha que aquela determinada casa é muito cara, problema é seu! Se você não quer pagar, tem gente que quer pagar.
Se você acha que não foi tratado adequadamente por aquela vendedora de sapatos, problema é seu! Se você não quer comprar, tem gente que quer.
Se você acha que a qualidade daquele determinado hotel foi ruim, tem gente que paga caro, mesmo sendo tratado de forma inadequada.
Ora! Isso só vai mudar se você como cliente, começar a criticar e não comprar quando não for atendido da forma adequada. Processar judicialmente quando alguma regra do contrato for quebrada, preferir aquele produto que tem um preço justo com o mercado. Utilizar os canais das agências reguladoras para reclamar.
Afinal, como diz a personagem do zorra total, Lady Kate: To pagando!!!!
Pedro Henrique Curvelo
Dezembro de 2011
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