sábado, 8 de outubro de 2011
Homem e Mulher diante da aurora de Eros
A química de um corpo diante de uma paixão. Ultrapassa a razão, entra pelo coração e envolve as entranhas.
Uma pulsão vulcânica passa então a existe diante da régua da vida chamada Khrónos.
Eles são jovens! O que tem a perder?
Ela coloca uma roupa de couro preta, embaixo um lingerie que desperta a libido até de um defunto.
Vamos! Já é madrugada. Período no qual onde o moralismo entra em recesso.
Entre no meu mundo, sinta a estrada que existe em paralelo ao mar. Se acalme com o vento e o cheiro da maresia.
Pegue uma bebida. Vamos dançar ao som apenas do vento. Ninguém nos ver, então deixe que o ímpeto do desejo tome você.
Ela sentiu os braços dele. No envolvimento dele, homem e mulher, diante da aurora de Eros. O instinto de possuir.
Ele comungou com ela. Suas energias se coexistiram. Suas almas se ligaram.
No entanto, a estrada tortuosa chamada vida quebrou tal cristal. Despedaçados por um imperativo do Cronos determinou que cada um seguisse o seu caminho.
Eles já dormiram sobre uma pedra, a semelhança de Jacó. Em suas almas construíram escadas, evoluíram no prisma angelical chamado amor. Mas tal realidade era como espinhos no coração.
Cada um no seu caminho com fragmentos na alma. A memória é um lugar onde a passagem se cristaliza.
Com ou sem você, luz de um caminho que existe apenas na alma. De uma decisão o prosseguir, evoluir, deixar o velho para o novo entrar.
Diante da aurora chamada Vida.
Pedro Henrique Curvelo
Outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
O PODER QUE A MULHER TEM ENTRE AS PERNAS
Por causa de uma mulher a Guerra de Tróia foi estabelecida. Por causa dela, o homem foi expulso do paraíso. O homem mais sábio que já existiu na terra, e que escreveu vários textos sobre a cautela com relação a mulher, também foi confundido. Por causa de Ana Bolena, Henrique VIII da Inglaterra se separou da esposa e de Roma (o que na época era um escândalo). Sansão perdeu o cabelo, a força e ficou cego. Marco Antônio simplesmente ficou fixado na vulva de Cleópatra, ao ponto de levar Roma a uma grande crise. O ex-presidente americano Clinton e a estagiária desestruturaram o moralismo dos EUA. O escândalo sexual do diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn e tantos outros nos ensinam que a história é a mesma, apenas os personagens é que mudam.
Que poder é esse que a mulher tem entre as pernas? Que porção ela emana ao ponto de derrubar o homem mais forte e maduro?
A mulher tem o poder de levar um homem para o céu ou para o inferno, de torná-lo próspero ou miserável, ela tem o poder de guiá-lo.
O homem, por sua natureza, é atraído como imã para o que a mulher tem entre as pernas. Além de saciá-lo e de levá-lo ao êxtase da fantasia, pode também envolve-lo em suas teias e aplicar um veneno mortal.
Desde que o mundo é mundo os homens poderosos e humildes se rendem as sete etapas que as mulheres possuem. O “monte de Vênus” o hipnotiza e o envolve com o seu “capuz”, desperta a gula pelo “Clitóris”, o amaciando com os “Pequenos lábios”, para conduzi-lo pela “abertura da uretra” e, por fim, aplicar o xeque-mate na “abertura da vagina”.
Ali está o seu prazer-dor, nascimento-morte, evolução-prisão. Êxtase-declínio.
Arnaldo Jabor já dizia que tudo o que o homem faz (trabalho, estudo, comprar um carro, malhar) é para conquistar o pudendo feminino.
O homem se engana ao pensar que o seu falo é a representatividade do seu poder, firmeza, o “ser macho”. Pois, na verdade é o primeiro a se entregar diante da miragem e encanto da vagina de uma mulher.
Sócrates dizia que o homem “deve temer mais o amor de uma mulher do que o ódio de um homem”. Isso porque o segundo é possível vencer, agora o primeiro destrona o homem.
Sendo o “vaso mais frágil”, consegue gerar grandes impactos. Não é a toa que a bíblia diz que no que se refere ao diabo, o homem deve resistir. Mas, se tratando da mulher adúltera, diz que o homem deve fugir.
Sendo assim, se relacionar com as filhas de Eva, exige do homem um verdadeiro aspecto varonil. Como isso falta a muitos, os homens preferem “mulheres” virtuais, mulheres que trabalham como máquinas de sexo ou simplesmente vivem presos no medo do “fantasma” que habita entre as pernas das mulheres. Nesse último caso, só Freud para explicar.
Pedro Henrique Curvelo
Setembro de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
CASARAM COM O SOL, MAS TOMARAM A LUA COMO AMANTE
Sublima a intensidade da paixão, cálice da essência! Do seu corpo ele queria se embriagar.
Encontrar o êxtase do encontro “alma-ser”, evoluir até o ponto em que o seu fio de prata envolveria sua taça de ouro.
Pensávamos que o mundo iria acabar, mas eles ficaram na praia sonhando com o amanhã.
Pensávamos que eram surdos, mas eles escutaram o som do violino e o cantar da musa eterna.
Pensávamos que eram atrofiados, mas de uma forma harmoniosa dançaram em pleno luar.
Eles casaram com o sol, mas tornaram a lua como amante.
Do pulsar veio o nirvana da psique deles.
Menina-mulher! A torre está perdida, aqueles que estavam em sentinela se foram, agora só resta se render.
Sobre a ponte o cavaleiro entrou, conhecerá sua luz e sua escuridão. Sobre as águas ele também pode andar sobre a vigilância do Logos.
Seja o amanhã tão somente a percepção.
Seja o agora a vivacidade da juventude.
Sob o olhar da ampulheta, paramos de contar a areia. Ela conta por si só.
Quanto ao cavaleiro, ele cavalgará sobre o Pégaso, pois no renascer do depois serão apenas memórias.
PEDRO HENRIQUE CURVELO
Julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
A PRISÃO POLÍTICA DE JESUS NOS DIAS ATUAIS
Política é uma arma que se utiliza para favorecer um interesse próprio (embora na teoria a palavra política venha do grego Politiké – relativa a polis, cidade e comunidade). Se o interesse próprio for também coletivo, ótimo! Pode-se unir o útil ao agradável. Se não for, haverá então um confronto. A figura da pessoa de Jesus, durante séculos, é assediada com as correntes da política, isso na época que ele esteve na terra como hoje.
Vamos começar pela época que ele esteve na terra. Quando ele iniciou seu ministério na Judéia existiam inúmeros partidos políticos: Saduceus, Fariseus, zelotes, Herodianos, Samaritanos e Essênios. Vale lembrar que lideranças políticas e religiosas não se distinguiam muito, não havia diferenças como nos dias de hoje.
Muitos grupos ao perceberem a popularidade de Jesus, quiseram proclamá-lo rei e aplicar um golpe de estado grandioso que confrontaria Herodes e até o Império Romano. Jesus percebia a estratégia da elite intelectual de sua época e se esquiva disso. Jesus apregoava que o seu Reino não era deste mundo, era de consciência, o caminhar individual do homem com Deus.
Após sua passagem pela terra, seu nome foi utilizado para atender a interesses próprios. Tal confronto apareceu quando os apóstolos dirigiam a Igreja em Jerusalém. Constantino para evitar o colapso do Império Romano casa o estado com a Igreja. A igreja passa a “controlar” o nome de Jesus.
A partir daí, podemos enumerar as atrocidades: Guerras santas, que na verdade eram econômicas, reis para respaldarem suas tiranias em nome de “Jesus” mandam matar e usurpar, Mulheres sendo torturadas e queimadas por causa de uma fofoca de que eram bruxas, católicos matando mulçumanos, católicos matando evangélicos, evangélicos matando católicos e assim vai.
Diante de tanta escuridão na história a sociedade evoluiu nesse assunto? Quando falo evoluir quero dizer: Deixamos o nome de Jesus livre?
Infelizmente não.
Ainda utilizando o nome de Jesus muitos líderes religiosos e políticos manipulam o povo, ditam regras do que pode e não pode ser feito, amaldiçoam, roubam, pedem voto, enganam e enriquecem.
E o povo cego segue. Afinal, falam em “nome de Jesus”.
Minha oração é que o nome de Jesus seja livre da dominação do homem. Que Ele seja livre na consciência de cada pessoa.
Afinal, está escrito que não devemos tomar o nome dele em vão.
PEDRO HENRIQUE CURVELO
Julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
ANJOS na torre de vigia
Anjos!
Essa figura mística sempre nos chamou a atenção. Seja um incrédulo ou um religioso, todos já paramos para refletir sobre esses personagens.
Diversas religiões manifestam suas definições sobre esses seres: os cristãos, judeus, hindus, budistas, espíritas, mulçumanos, esotéricos, os que são ligados à prática da cabala e por aí vai. Isso mostra como esses seres mexem com a nossa fé e imaginação.
Não é meu objetivo aqui dizer se eles existem de fato no mundo espiritual ou como é a divisão da sua hierarquia: anjos, arcanjos, serafins, querubins e assim por diante. Meu intuito é chamar sua atenção para o dia a dia, que eles estão por toda a parte, e quando você menos espera se apresentam para te servir e te ajudar.
Falo de anjo como uma definição daqueles seres humanos que estão atentos para ajudar e se doar por alguém. Pessoas com esse espírito você encontra na sua casa, no seu trabalho, seus parentes, sua vizinhança ou qualquer grupo que você pertença. São pessoas que você não valoriza algumas vezes, pessoas que você pensa que o relacionamento esfriou tanto que se precisar de alguma ajuda, ela será a última pessoa que você irá contar. Pessoas que no dia a dia você se estressa, mas que em um dado momento da sua vida, se revela o que realmente são: Anjos.
Pessoas, cujas almas estão na torre de vigia pela sua vida. Seres humanos que quando você entra em um período de tribulação, angústia e necessidade, revelam suas verdadeiras identidades: Angelus – mensageiros.
Um salmo sapiencial muito conhecido é o Salmo 91. Nele está escrito:
“Deus dará ordem aos seus anjos ao seu respeito, para que te guardem em todos os seus caminhos”.
Acredito que esses anjos são seres espirituais. Mas também acredito que são os seus amigos, sua mãe, pai, irmão, colega de trabalho, namorada, líder religioso, ou mesmo um vizinho que você simplesmente diz: “bom dia, olá”.
Fique atento a esses anjos, valorize sua relação com eles. E o melhor: Seja você também esse ser sagrado. Suba a torre de vigia, pois alguém pode precisar de você.
Pedro Henrique Curvelo
Julho de 2011
*Eu dedico este texto aos meus familiares, pastor, amigos, colegas de trabalho e vizinhos que me apoiaram na minha pós-cirurgia realizada no mês de julho de 2011.
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