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domingo, 18 de novembro de 2018

NOSSO PATRIOTISMO ADORMECIDO



O desafio que os novos governantes terão nos próximos quatro anos será o trabalho para resgatar o senso de patriotismo que se encontra adormecido no nosso DNA.
Por coincidência ou não, casou com o discurso de Bolsonaro na campanha eleitoral.

Ser patriota é enxergar a nossa nação como casa, como família. Durante alguns anos nossa consciência de pátria foi defraudada. Veja a situação que tivemos da greve dos caminhoneiros que parou o país. A avalanche de pessoas querendo tirar proveito foi assustadora, infelizmente. Outro exemplo foi a cidade de Teresópolis quando passou pela sua maior tragédia demonstrada nos deslizamentos. Parte dos donativos foram roubados. Diferente dos EUA. Quando acontece qualquer tipo de tragédia, a solidariedade automaticamente surge. É a consciência de pátria. Amor e cuidado com os compatriotas. No Japão isso é mais forte ainda.

Não querendo demonizar o PT, ele colaborou para o desvio do amor a bandeira. Um partido que exalta uma bandeira vermelha em detrimento da nação é estranho. A corrupção prejudicou a maior empresa da nação, a Petrobrás. Ajudou a inchar a máquina pública. Por ideologia arcaica, favoreceu alianças com países que não agregariam nenhum valor para o país. Repito: Não quero demonizar o PT. Isso é consequência por permanecer muito tempo no poder. Qualquer cidadão ou partido teria a mesma fraqueza. O historiador inglês John Dalberg (Lord Acton) já dizia:

 "o poder tende a corromper" 

Por isso, a alternância se faz necessária na democracia. Somos uma nação! A unicidade tem que florecer para consolidar e estimular a força empreendedora do nosso povo. Tendo como investimento inicial nossa diversidade cultural. O Estado tem que ser um facilitador e não um burocrata do nosso potencial de riqueza. Em termos práticos, é reduzir a carga tributária. Imposto não pode ser exploração!

 Apesar de Bolsonaro ter Messias no sobrenome, ele não é o salvador da pátria. Aliás, esse sempre foi o mal do brasileiro. Esperar de uma figura política uma fórmula mágica. Isso aconteceu com Vargas e Lula. Temos que entender sobre o sistema, as regras do jogo político. O analfabetismo político é assustador! Até hoje muitas pessoas votam em um senador, mas não tem a menor ideia do que faz um senador.

Ser patriota é conhecer e valorizar nossa história. Não é fantasiar os vultos históricos. É olhar para o passado para entender o presente, nossa identidade, nossas riquezas, nosso potencial. Valorizar os centros históricos que beneficiam a economia, o turismo e a educação.

Que país é esse?
Temos dificuldade em definir. Nosso senso crítico está atrofiado. Corrompido pelo egoísmo, interesses próprios de pequenos feudos. Ser patriota é pensar no coletivo. Para isso, cada um terá que abrir mão desse egoísmo. É ficar desperto, como um vigilante para cuidar dos nossos irmãos quando a calamidade chegar. É trabalhar para o crescimento do bairro, da cidade, do estado e da nação. É valorizar a cultura e respeitar a nossa história.

Por fim, ser patriota não significa uniformidade sobre a forma de pensar no contexto político, econômico e social. E sim, a coexistência da diversidade dos seus membros.

Pense nisso!

 Pedro Curvelo

Novembro de 2018