domingo, 21 de outubro de 2018

LEIA ANTES DE VOTAR


Amigos,

no próximo domingo estaremos semeando mais uma mudança no Brasil.

Aproveite para refletir sobre alguns pontos.

Se você for votar no Bolsonaro, faça com consciência. Se for no Haddad, faça também com consciência. Diante de um voto diferente do seu, apenas respeite. A diferença de opinião não é respaldo para ofensas.

Não brigue por causa das eleições. Lembre-se que se um político tiver que fazer aliança com o inimigo, ele fará. Tudo em nome do poder.
Me lembro do processo do Impeachment da Dilma. No Congresso ela parecia que estava na cova dos leões. No entanto, quando houve um intervalo, ela abraçou e conversou com o Aércio. Ele falou alguma coisa no ouvido dela e ela riu. Eles sabiam separar as coisas. Para falar de algo mais recente, foi no debate da Band. Onde no intervalo, Bolsonaro e Ciro brincaram um com o outro.

Entenda que Presidente não anda sem o Congresso.
Com isso em mente, saiba que se o PT ganhar, teremos uma oposição muito forte. Da mesma forma se o Bolsonaro ganhar, haverá uma oposição que estará a todo instante com uma lupa em cima dele. Isso é muito saudável para a democracia.

Saiba que nem tudo está perdido.
Apesar da polarização criada entre PT vs Bolsonaro, evoluímos como democráticos.
Vejam o Rio como exemplo. A filha do Cunha, o filho do Picciani e o filho do Cabral não ganharam. O povo está acordando.

Sendo breve, quero encerrar com um incentivo para que você tenha uma leitura mais ativa. Criticando sempre a fonte. Pois, assim você não será refém de nenhuma fake news.

Use essa última semana para ponderar.
Um bom voto!

Pedro Curvelo

Outubro de 2018

sábado, 18 de agosto de 2018

O BRASIL QUE EU QUERO



O Brasil que eu quero é por um debate presidencial onde o volume de propostas coerentes seja ao menos igual ao volume de candidatos.

Onde tenhamos o fluxo básico de um debate que é: responder perguntas de forma OBJETIVA. o "roda roda" não funciona mais. Já serviu para Lula, Garotinho e Maluf. Essa prática fere a inteligência.

Desejo que tenhamos um candidato de esquerda que saiba a História do Brasil. Que não faça igual ao candidato Guilherme Boulos (PSOL) que disse que o projeto dele era o "projeto de Zumbi dos Palmares". Meu Deus! Será que ele nunca leu que Zumbi tinha escravos. De repente, Chico Alencar, poderia dar um supletivo para ele.

Quero um debate onde as flechas das críticas tenham fundamento. Exemplo: Chamaram Ciro Gomes de comunista. Com base em que? A maior parte do povo não sabe o que é comunismo.

Tomara que os candidatos não façam de um debate na TV um culto pentecostal. Que se limitem ao campo político. Caso queiram pregar na TV, que utilizem outro espaço.

Carecemos de propostas coerentes na educação, segurança, saúde e carga tributária.
Carecemos de candidatos. Apesar da gordura que temos de partidos e caricaturas. Carecemos de performance em gestão!

Carecemos do Novo.

Pedro Curvelo
Agosto de 2018


sábado, 14 de julho de 2018

NÃO SE ESQUEÇA DA MORTE



Não se esqueça da morte!
É um imperativo. Apesar de ser mórbido.

Não faz sentido não lembrarmos da nossa mortalidade. Cuja conjunção é simplesmente o fim.

Não coma e beba sem saber que existe o amanhã.
Não coma e beba sabendo que existe a morte e diante dela ser um irresponsável.

Você tem o agora
O dia chamado hoje

Amanhã ninguém sabe se a nuvem permanecerá.

Portanto, não deixe que o trabalho te consuma! Não se torne escravo do nosso regime.

Não deixe que te suguem
Pois, se você morrer amanhã haverá uma multidão no seu lugar.

O mundo é o que é
Tem a velocidade dele
As regras do seu jogo, às vezes, são sujas. Muito sujas! Tudo para preservar a lei da sobrevivência.
Ele te suga.
Cabe você colocar limites. Sem medo.

O equilíbrio e foco te levam para a prosperidade de longo prazo
A loucura e o excesso levam ao acúmulo temporário, ao mesmo tempo que podem te deixar doente e, por fim, morto.

A morte é nossa maior aliada
Parece absurdo, mas é verdade
Ela é sua mentora sobre o ponto de equilíbrio
Sobre o chamado: Viva!

Deixe seus projetos florescerem
Equilibre com a celebração das conquistas
Não viva o acúmulo onde você não saberá desfrutar quando pedirem a sua alma
Não viva o desperdício louco e frenético
Saiba o seus limites como humano.

Zele e honre os olhares daqueles que te criaram
Zele pelo seu fruto
Seus filhos
Seu legado
Sua contribuição para aqueles que você nuca soube o nome.

Viva a riqueza de cada trabalho
Sem cair no encantamento da avareza

Lembre-se da terra
Um dia você voltará
O que há depois ninguém sabe
Só sabemos que devemos dançar como se fosse a última música.

Viva o êxtase!
Lembre-se que o êxtase te leva ao silêncio.
Este, te conduz ao caminho do Meio chamado Vida.
Até que a morte te chame.

Pedro Curvelo
Julho de 2018

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL Entre a arte e o dever de casa



Mal passou o carnaval, somos surpreendidos com um novo bloco. Ou, para ser mais preciso em se tratando do Rio de Janeiro, “arrastão da federal”. 💂

A intervenção federal surge como um “Aleluia” para a população do estado do Rio que sofre ao sair de casa. Quando em todo lugar, as pessoas usam a tecnologia do celular para consultarem aplicativos de tempo e trânsito para sair das suas residências, o carioca olha o aplicativo “Onde tem tiroteio” (#OTT), que apesar de útil, revela nossa crise social. A história mostra que em tempos de desespero, quando aparece alguém como um salvador, esse alguém é amado e desejado pela população. Ainda mais se esse salvador aparecer de farda. Não importa se essa mesma farda foi responsável um dia pela expulsão do Imperador do Brasil ou pela ditadura militar. Você quer falar de história para um povo que tem sido assaltado com violência?! Desculpa! Vamos prosseguir.👇

A intervenção surge também como uma cartada certa de Temer. Sim! Diante da sua dificuldade em consolidar votos necessários para a Reforma da Previdência (Por mais que ele seja “carismático”, mas votar uma pauta dessa em pleno ano de eleição é muito difícil!), e sua fixação em deixar um legado na história, nada melhor do que tentar salvar um defunto. Não é mesmo? Então, ele joga de um lado: Se conseguir consolidar votos, dar uma pausa na série de terror que é o Rio, aprova a Reforma e entra para a história como o responsável pela “mesada” do vovôs e vovós no futuro. Se não conseguir, brinca de “marcha soldado” e também entra para a história. 👴👵

Não acredite em “bom samaritano” na política. Quando se faz uma jogada, é igual no xadrez, um olho no relógio e o outro no olhar do adversário. Qual ação ele projeta no tabuleiro? 👀

A intervenção ajuda também as eleições de 2018. É insumo para candidatos como o Bolsonaro nos seus discursos que... não sei explicar! O que importa? Não preciso escrever mesmo o que ele fala, pois o que alimenta a multidão é sua imagem e seus gritos. Ninguém analisa os seus discursos. Haja vista, diante da solução que ele deu em uma palestra para a Rocinha, ele deveria se candidatar a governador do Rio e não Presidente. Mas, não vou gastar linhas com ele. Ele não irá ganhar. Pode acreditar em mim (rs). Irá sim, fazer volume para no segundo turno, apoiar alguém e ganhar um ministério. Quem sabe o da justiça 😊

E o Pezão? A intevenção só reforça um ponto de reflexão: Caramba! Por qual motivo eu voltei a comer aquela comida que me fez mal? Ou seja, se eu fiz burrada em votar no Cabral, por qual motivo votei no Pezão como governador e no filho do Cabral como deputado?😒

Por fim, escrevi e escrevi para dizer o seguinte: Se para eu comprar pão na rua tranquilo eu preciso ter um soldado na esquina, que assim seja! Moro na zona norte do Rio e tenho que preferir pela lei da sobrevivência.🙈🙉🙊

Pense nisso!
Pedro Curvelo
Fevereiro de 2018