domingo, 24 de novembro de 2013

UM ÚLTIMO SUSPIRO


Um último suspiro e deixamos a morada temporária
Nosso espírito flui para uma outra dimensão, e percebemos que antes, éramos peregrinos

Rompemos com o tempo e para o Eterno voltamos
Fragmentos de um Todo
A consciência do Eu evolui
Diante da roda da vida, honramos nossa temporalidade

O barro se traduz em húmus e forma nossa humanidade
Com a mãe terra comungamos, pois dela viemos e um dia voltaremos para ela
Nossos antepassados são memoriais da nossa finitude

Logo, enquanto houver folego, cantemos a canção
Enquanto houver força e vigor, levantemos nossos talentos
Enquanto houver coração, amemos aquele que é o nosso espelho
Estamos ligados em cada pessoa, formamos o Homem

No processo do nascer, engatinhamos
No processo do viver, corremos
No processo do morrer, descansamos

Do barro somos, que o nosso adubo abrace as sementes da beleza chamada vida
Larguemos a ampulheta do medo
Andemos no Caminho com confiança

O amanhã é uma canção que não conhecemos
O Hoje é a nossa respiração

Pedro Henrique Curvelo

Novembro de 2013

Um comentário:

Robert Thomaz disse...

Prezado Pedro Henrique Curvelo, parabenizo-o pelo texto. Achei-o profundo, amplo, inspirador e engrandecedor. No "Um último suspiro" você consegue retratar nossa passagem efêmera pela vida, nossa descoberta por seus valores positivo e negativos.